PE da Campina do Encantado
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Áreas de Observação

Parque Estadual da Campina do Encantado

Trata-se de unidade de conservação cujo objetivo é a proteção e preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, bem como de seu rico patrimônio arqueológico, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, recreação e ecoturismo.

O Parque Estadual Campina do Encantado possui em torno de 3.200 hectares e situa-se integralmente em Pariquera-açu, município paulista localizado no Vale do Ribeira .

O parque abrange uma área de extensa planície conhecida tradicionalmente por Campina do Encantado, composta por sedimentos marinhos com um depósito de turfeira central, de onde “sai o fogo”. A vegetação é dominada por floresta de restinga, floresta paludosa (bromélias), caxetal, guanandizal e campos de várzea. A fauna é bastante rica e diversificada com vários tipos de aves e outros animais. Seus principais atrativos são a turfeira, dois sambaquis com aproximadamente 10 metros de diâmetro por 5 metros de altura bastante conservados; a flora riquíssima em bromélias e aráceas e a fauna diversificada.

A turfeira é rica em gás metano, formada por acúmulo de matéria orgânica em ambiente lagunar marinho. Na trilha da Campina, o monitor demonstra como é possível provocar a liberação e combustão desse gás, com a presença de fogo, produzindo chamas de oitenta centímetros de altura.

No Parque “a variedade de tipos vegetacionais propicia a ocorrência de composições faunísticas distintas e uma elevada riqueza de espécies. Foram registradas 305 espécies de aves, 200 delas residentes e 105 migratórias.

O grupo de mamíferos foi pouco estudado e não há inventários de ictiofauna e herpetofauna. Entre as espécies que mais se destacam, até o momento, encontram-se 54 espécies de aves endêmicas, particularmente o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) (PLANO DE MANEJO PECE, 2008).

Em relação à vegetação do parque, destacam-se: Inundada (caixetal), que está condicionada a um substrato permanentemente alagado; Floresta de Restinga Paludosa com dois subtipos florestais: a Floresta de Restinga Paludosa com Turfeira Periodicamente Inundada, que está associada a áreas periodicamente inundadas, e a Floresta de Restinga Paludosa com Turfeira Livre de Inundações, conhecida localmente como campina do encantado; Floresta Alta do Litoral e Campo de Várzea. Além disso, destacam-se, como Patrimônios Culturais existentes na unidade, Sambaquis e Sítios Históricos (PLANO DE MANEJO PECE, 2008).

As principais atividades conflitantes com os objetivos do Parque Estadual da Campina do Encantado se dão no entorno da unidade, com atividades agropecuárias e minerárias, além de depósito de lixo municipal, embora a Prefeitura tenha se comprometido com a solução deste problema. Dentro do Parque encontram-se títulos minerários que devem ser revogados (PLANO DE MANEJO PECE, 2008).

Vale ressaltar que o parque integrou o Programa Operacional de Controle do Projeto de Preservação da Mata Atlântica (PPMA) e participa de operações de fiscalização conjuntas com a Polícia Ambiental e o Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN) (PLANO DE MANEJO PECE, 2008).”

O parque atende a todos programas de gestão de uma UC, no entanto seu maior foco é na educação ambiental, onde busca desenvolver atividades diretamente junto com estudantes da região e moradores do entorno.

Para quem quiser saber mais sobre a flora da Campina do Encantado, recomenda-se a leitura de O mosaico vegetacional numa área de floresta contínua da planície litorânea, Parque Estadual da Campina do Encantado, Pariquera-Açu, SP, de Márcio Sztutman e Ricardo R. Rodrigues.

História

Foi criado pela Lei Estadual nº 8.873, de 16/08/94, com o nome de Parque Estadual de Pariquera Abaixo, com área de 2.359,50. “Estudos preliminares, porém, acusam erros no memorial descritivo do perímetro do parque e demonstram que sua área está em torno de 3.200 hectares”.

“Após movimento do Conselho Consultivo junto a escolas e comunidades locais, em 26/05/1999 a Lei Estadual nº 10.136 alterou sua denominação para Parque Estadual Campina do Encantado.

As terras particulares tiveram uma ocupação incipiente décadas atrás, mas a vegetação se regenerou por completo; atualmente não há qualquer tipo de ocupação humana, apesar das comunidades do entorno exercerem forte pressão sobre os ambientes da unidade.

A preservação de seus ambientes acorreu por tratar-se de áreas sujeitas a inundações periódicas e áreas constantemente inundadas, impossibilitando o acesso às terras altas e agricultáveis. 25% são várzeas inundadas, 25% são terraços não inundáveis e 50% são planícies parcialmente inundadas.”

Conheça as Lendas da Campina do Encantado, clicando em

http://orlandomilan.com.br/historiasdacampinadoencantado.php

O Município de Pariquera-Açu

“Em meados do século XVIII, havia duas maneiras para se viajar de Iguape para Xiririca (Eldorado), nenhuma das quais muito confortáveis: subir a Ribeira de Iguape (que ainda não era apelidada de Rio), em frágeis canoas ou batelões impelidos a vara, ou atravessar, a pé ou em lombo de burro, as ínvias picadas do sertão.

A viagem durava dias. E por isso, havia as pousadas, os pontos de pouso onde os viajantes passavam as noites intermediárias, dormindo mal e descansando pouco. O primeiro desses pontos de parada sequer tinha nome. Situava-se às margens dos rios Pariquera-Açu e Turvo, em aprazível planície, e era conhecida apenas como ‘Pousada’.

Na planície, destacavam-se entre outras árvores, pela abundância e pela graciosidade do porte as ‘Guaricanas’, palmeiras nativas de grande beleza. E então, quando as primeiras casas surgiram junto à pousada, a aldeiazinha ganhou o nome de Guaricana.

Muitos anos se passaram sem trazer maiores modificações à tranqüilidade de Guaricana, que continuava a oferecer pousada aos viajantes que transitavam entre Xiririca (Eldorado) e Iguape.

Quase um século depois, por volta de 1860, a Presidência da Província de São Paulo, atendendo a um projeto de melhoria agrícola do território, decidiu criar vários núcleos coloniais, doando terras àqueles que se mostrassem dispostos a cultivá-las.

Entre esses núcleos, um, destinado a radicar exclusivamente os imigrantes europeus que começavam a chegar ao Brasil, foi locado exatamente nas proximidades de Guaricana, recebendo o nome de Colônia de Pariquera-Açu ( ou Assú, na grafia da época), tirada do rio que a banhava.

Passaram-se mais trinta anos antes que o plano passasse do papel para a realidade. Os imigrantes continuavam a desembarcar no Brasil, conduzidos por uma estrela guia: a esperança de vir a possuir um pedaço de terra boa e fértil, de onde arrancar o sustento de suas famílias e a promessa de um futuro melhor. Mas foi só em 1895 que poloneses, italianos, húngaros, suíços, e alemães começaram a apontar na nova colônia e a desenvolver ali suas pequenas e ordenadas lavouras. Os títulos de propriedade demoraram ainda mais: os primeiros só foram distribuídos em 1909, catorze anos depois da chegada dos primeiros colonos.

Apesar das dificuldades de acesso e de escoamento da produção, onde se destacava o arroz, o pequeno núcleo colonial desenvolveu-se com facilidade, sem jamais perder suas características de comunidade agrícola por excelência.

Daí provém a diferença fundamental entre Pariquera-Açu e os demais municípios do Vale do Ribeira: a cidade quase não tem problemas fundiários ou terras improdutivas.

O desenvolvimento da colônia levou à criação, pelo decreto nº 6.959, de 11 de fevereiro de 1935, do Distrito de Paz de Pariquera-Açu, subordinado ao município de Jacupiranga. Mais tarde, a 30 de dezembro de 1953 a Lei nº 2.956, acrescendo ao território do distrito áreas desmembradas de Iguape, Registro e Jacupiranga, criou o município de Pariquera-Açu, que contava então com 356 Km².

Atualmente o município de Pariquera-Açu possui uma extensão territorial de 396 Km², fazendo divisa com Cananéia, Registro, Iguape e Jacupiranga. Pariquera-Açu tem uma altitude média de 26 metros acima do nível do mar é atravessada pelos rios Pariquera-Açu, Pariquera Mirim, Jacupiranga e outros cursos de água de menor importância.

A população oficial segundo dados preliminares do censo do IBGE, para o ano de 1996, apresentou um total de 15.827 habitantes.”

Infra-estrutura

“As atividades de Educação e Interpretação Ambiental desenvolvidas têm o objetivo de despertar a consciência do contato com a natureza. Para isso, o Parque conta com um Núcleo de Visitação, equipado com sala de audiovisual para cursos e eventos ambientais, um alojamento para pesquisadores e técnicos, um quiosque com churrasqueira, um tanque de peixes nativos, um viveiro de mudas nativas e uma estação meteorológica computadorizada.”

Hospedagem, alimentação e outros serviços para “não pesquisadores” poderão ser obtidos na cidade de Pariquera-açu.

Endereço da sede:

Rua Santo Saletti, 262 Centro - Pariquera Açu/SP

CEP 11930-000

Telefones: (13) 3856-1002/ (13) 3856-2267

E-mail: pe.campinadoencantado@fflorestal.sp.gov.br

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Últimos registros sonoros

Referências

FUNDAÇÃO FLORESTAL

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-campina-do-encantado/

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-campina-do-encantado/principais-atrativos/

http://www.ambiente.sp.gov.br/parque-campina-do-encantado/informacoes-ao-usuario/

“O mosaico vegetacional numa área de floresta contínua da planície litorânea, Parque Estadual da Campina do Encantado, Pariquera-Açu, SP”, de Márcio Sztutman e Ricardo R. Rodrigues, publicado no Brazilian Journal of Botany.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-84042002000200005

SIGEP – COMISSÃO BRASILEIRA DE SÍTIOS GEOLÓGICOS E PALEOBIOLÓGICOS

http://sigep.cprm.gov.br/propostas/Turfeira_Campina_Encantado_SP.htm

EIA/RIMA para o Desenvolvimento da Produção de Petróleo no Bloco BM-S 40, Áreas de Tiro e Sídon, Bacia de Santos

http://licenciamento.ibama.gov.br/Petroleo/Desenvolvimento%20da%20Produ%E7%E3o%20de%20Petr%F3leo%20np%20Bloco%20BM-S-40,%20%C1reas%20de%20Tiro%20e%20S%EDdon,%20Bacia%20de%20Santos/028125-EIA-RL-0001-00_Item-II-5-2_Meio-Biotico.pdf